Apresentação

Apresentação

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A MOZAMBIQUE PARKS de relance

A MOZAMBIQUE PARKS é um centro internacional que visa contribuir para a conservação da natureza e da biodiversidade em Moçambique.

O objectivo central

O objectivo central é formular e implementar um programa estratégico e abrangente que vá ao encontro da realização dos objectivos específicos da conservação, nomeadamente a protecção, conservação, recuperação, valorização, gestão e dinamização das áreas de conservação e protecção ambiental, incluindo as paisagens e lugares de excepcional beleza e os sítios e monumentos culturais e naturais de excepcional ou único significado e valor natural, estético, geológico, religioso, histórico ou cultural.

O programa estratégico

O programa estratégico é fundamentado por um amplo quadro de análise e contexto de situação, incluindo o conhecimento das realidades locais, das políticas sectoriais, dos planos estratégicos e dos planos de maneio existentes, das recomendações técnicas e directivas emanadas pelas organizações internacionais e multilaterais do sector da conservação da natureza e da biodiversidade, integrando o estado-da-arte, as lições aprendidas, as boas-práticas vigentes internacionalmente, e um processo de contínuo desenvolvimento e actualização, incluindo as inovações e os avanços científicos, técnicos e tecnológicos.

A natureza do trabalho

O trabalho desenvolvido é de natureza multidisciplinar, interdisciplinar, transdisciplinar e multissectorial e é realizado em parceria colaborativa com várias entidades e instituições de diversas nacionalidades, públicas e privadas, governamentais e não-governamentais, incluindo as organizações internacionais ou multilaterais, as organizações da sociedade civil, as empresas, as comunidades locais, os especialistas e personalidades detentoras de conhecimentos e experiências especiais e relevantes, os colaboradores técnicos e profissionais, os voluntários, e o público em geral.

A organização do trabalho

A MOZAMBIQUE PARKS organiza o seu trabalho em cinco principais componentes estruturais:

1. ESTRATÉGIA

Estudos técnicos e científicos, análises de contexto e situação, investigação de realidades locais, fundamentação e formulação de estratégias e planos de acção integrando programas, projectos e actividades diversificadas.

2. CAPACITAÇÃO

Capacitação de meios e recursos, dinamização da plataforma de cooperação.

3. OPERAÇÕES

Implementação de projectos e realização de actividades.

4. POLÍTICA

Colaboração na fundamentação e implementação das políticas sectoriais para o sector da conservação da natureza e biodiversidade.

5. ASSISTÊNCIA

Assistência técnica e humanitária, prestação de serviços especializados às comunidades locais e sociedade civil em geral.

O governo

A MOZAMBIQUE PARKS é governada conjuntamente através de dois pilares institucionais dirigidos para áreas regionais de acção e influência:

  • MOZAMBIQUE PARKS - AFRICA, em Moçambique
  • MOZAMBIQUE PARKS - EUROPA, em Portugal

           

Estes pilares são duas instituições, moçambicana e portuguesa, respectivamente, de direito privado e sem fins lucrativos, tipologicamente unidades orgânicas especializadas com autogoverno, dotadas de autonomia estatutária, regulamentar, programática, científica, cultural, pedagógica, administrativa, disciplinar, e dotadas de património e receitas próprias. Em Moçambique, a MOZAMBIQUE PARKS está sob tutela e supervisão da Mozambique Museums, sociedade legalmente constituída com Número Único de Entidade Legal (NUEL) 101673049 e com estatutos publicados no Boletim da República−III Série−N.º16, de 24 de Janeiro de 2022, de Moçambique; e, em Portugal, sob tutela e supervisão da EFAO Portugal, organização legalmente constituída com Número de Identificação de Pessoa Colectiva (NIPC) 509916910, registada em 21.07.2011 e com estatutos publicados no Instituto dos Registos e Notariado, I.P., de Portugal.

A cooperação

A MOZAMBIQUE MUSEUMS amplia e aprofunda a sua capacidade de acção através da dinamização de uma Plataforma de Cooperação constituída por Parceiros Estratégicos para o Desenvolvimento, visando incrementar: (1) os factores de escala, dimensão e impacto gerados; (2) a partilha de conhecimentos e a formulação de estratégias; (3) a divulgação das actividades e dos resultados alcançados; a (4) capacitação em meios e recursos. Os esforços são dirigidos para a concretização dos objectivos e para a sustentabilidade do modelo de acção, numa lógica de eficiência, eficácia e simplificação de procedimentos.

A Plataforma, servindo também de fórum entre as partes e de estrutura para a realização de encontros e debates, para a actualização dos conhecimentos e dos acontecimentos, para a fertilização do espírito e desenvolvimento da criatividade e inovação, promove a troca e discussão: (i) de ideias, estudos e análises de contexto e situação, (ii) das melhores práticas e das lições aprendidas, e (iii) das recomendações sobre os principais desafios inerentes à problemática associada ao binómio Homem-Natureza. Este binómio, iluminado pelo lema ‘viver em harmonia com a natureza’, correlaciona um nexo lógico de interligações entre componentes que reciprocamente se influenciam: (1) a conservação da natureza e da biodiversidade, (2) o desenvolvimento humano e comunitário, (3) a sustentabilidade na utilização racional dos recursos naturais, (4) as alterações climáticas.

Os Parceiros incluem, entre outros, as entidades, autoridades e instituições públicas, incluindo as agências nacionais de cooperação para o desenvolvimento, os mecenas e diversificados doadores, os patrocinadores oficiais e os fornecedores oficiais. Os Parceiros são genericamente distribuídos por quatro áreas regionais de influência, nomeadamente: 1−África; 2−Europa; 3−América do Norte; 4−Resto do Mundo. A Mozambique Parks – Europa coordena as regiões 1 e 2, e a Mozambique Parks – Africa coordena as regiões 3 e 4, mas sem prejuízo de ambas poderem proceder directamente junto a quaisquer entidades ou instituições de qualquer região do mundo. O diagrama infra dá uma visão global.


Fotografia © João Barra Góias

Biodiversidade sob ameaça.

"Quando a maioria das pessoas pensa nos perigos que assolam o mundo natural, pensam na ameaça a outras criaturas. O declínio no número de carismáticos animais como pandas, tigres, elefantes, baleias e várias espécies de aves atraiu a atenção mundial para o problema das espécies em risco. As espécies têm desaparecido a uma taxa 50-100 vezes superior à taxa natural e prevê-se que este número aumente dramaticamente. Com base nas tendências actuais, estima-se que 34 000 espécies de plantas e 5 200 espécies de animais – incluindo uma em cada oito espécies de aves do mundo – enfrentam a extinção.

Durante milhares de anos temos vindo a desenvolver uma vasta gama de plantas e animais domesticados que são importantes para a nossa alimentação. Mas este tesouro está a diminuir à medida que a agricultura comercial moderna se concentra em relativamente poucas variedades de culturas. E cerca de 30% das raças das principais espécies de animais de produção estão actualmente em alto risco de extinção.

Embora a perda de espécies individuais chame a nossa atenção, é a fragmentação, a degradação e a perda total de florestas, zonas húmidas, recifes de coral e outros ecossistemas, que representam a ameaça mais grave à diversidade biológica. As florestas albergam grande parte da biodiversidade terrestre conhecida, mas cerca de 45 por cento das florestas originais da Terra já desapareceram, tendo sido desmatadas principalmente durante o século passado. Apesar de algum crescimento, o total de florestas do mundo ainda está a diminuir rapidamente, especialmente nos trópicos. Até 10 por cento dos recifes de coral – sendo dos ecossistemas mais ricos – foram destruídos e um terço dos restantes enfrentará colapso nos próximos 10 a 20 anos. Os mangais costeiros, um habitat vital para inúmeras espécies, também são vulneráveis, sendo que metade já desapareceu.

As alterações atmosféricas globais, como a destruição da camada de ozono e as alterações climáticas, apenas aumentam o stress. Uma camada de ozono mais fina permite que mais radiação ultravioleta-B atinja a superfície da Terra, onde danifica os tecidos vivos. O aquecimento global já está a alterar os habitats e a distribuição das espécies. Os cientistas alertam que mesmo um aumento de um grau na temperatura média global, se ocorrer rapidamente, levará muitas espécies ao limite. Os nossos sistemas de produção alimentar também poderão ser seriamente perturbados.

A perda de biodiversidade reduz frequentemente a produtividade dos ecossistemas, diminuindo assim o cabaz de bens e serviços que a natureza nos proporciona, aos quais recorremos constantemente. Desestabiliza os ecossistemas e enfraquece a sua capacidade de lidar com catástrofes naturais, como inundações, secas e furacões, e com pressões causadas pelo homem, como a poluição e as alterações climáticas. Já estamos a gastar enormes somas em resposta aos danos causados pelas cheias e tempestades, exacerbados pela desflorestação; e espera-se que esses danos aumentem devido ao aquecimento global.

A redução da biodiversidade também nos prejudica de outras formas. A nossa identidade cultural está profundamente enraizada no nosso ambiente biológico. As plantas e os animais são símbolos do nosso mundo, preservados em bandeiras, esculturas e outras imagens que nos definem e às nossas sociedades. Nós inspiramo-nos apenas olhando para a beleza e o poder da natureza.

Embora a perda de espécies tenha sempre ocorrido como um fenómeno natural, o ritmo de extinção acelerou dramaticamente como resultado da actividade humana. Os ecossistemas estão a ser fragmentados ou eliminados e inúmeras espécies estão em declínio ou já extintas. Estamos a criar a maior crise de extinção desde a catástrofe natural que eliminou os dinossauros há 65 milhões de anos. Estas extinções são irreversíveis e, dada a nossa dependência de culturas agrícolas para a nossa alimentação, de medicamentos e doutros recursos biológicos, tais extinções representam uma ameaça ao nosso próprio bem-estar. É imprudente, se não mesmo perigoso, continuar a destruir o nosso sistema de suporte de vida. Não é ético levar outras formas de vida à extinção e, por consequência, privar as gerações presentes e futuras de opções para a sua sobrevivência e desenvolvimento.

Poderemos salvar os ecossistemas do mundo e, com eles, as espécies que valorizamos e os outros milhões de espécies, algumas das quais poderão produzir os alimentos e os medicamentos de amanhã? A resposta residirá na nossa capacidade de alinhar as nossas exigências com a capacidade da natureza em produzir o que necessitamos e em absorver com segurança o que deitamos fora.

Sustaining life on earth
How the Convention on Biological Diversity promotes nature and human well-being

© Secretariado da Convenção sobre a Diversidade Biológica, Abril 2000.

 

 

A conservação da diversidade biológica é uma preocupação comum da humanidade,
é parte integrante do processo de desenvolvimento,
e abrange todos os ecossistemas, espécies e recursos genéticos.